ano 3 número 14 / março 2010 

:: Maria da Conceição Silva Soares ::   < Editorial >

Este é o jornal REDES EDUCATIVAS de março de 2010. E, para começo de conversa, vamos logo adiantando aos leitores que esse número 14, de uma forma ou de outra, é de Exu! Evocamos essa entidade, personagem conceitual ou figura metafórica, conforme a abordagem e a crença de cada um, para abrir os trabalhos deste ano e, assim, dar continuidade às discussões que temos realizado sobre as políticas curriculares, os currículos praticados no dia a dia das escolas e sobre as redes de subjetividades múltiplas que constituem cada um de nossos alunos, bem como cada um de nós professores.

A questão que atravessa a maior parte dos artigos aqui apresentados pode ser resumida na seguinte pergunta: Por que, e como, apesar de tantos “mecanismos de controle”, da tentativa de “fechamento de determinados significados”, da “ciranda de feitiçarias tecnológicas” e do “silenciamento das culturas não hegemônicas”, ainda é possível resistir?

A resposta encontrada pelos autores/pesquisadores está na potência criadora dos praticantes do cotidiano escolar, em suas táticas, em suas lutas, em seus processos de diferenciação, em suas negociações. Assim, como no jogo do jongueiro, cuja maior habilidade é “a capacidade de lançar pontos, amarrar e desatar nó e improvisar canções”, a “negociação emerge como tática” daqueles que reivindicam reconhecimento e voz.

O cotidiano, portanto, é “seara de Exu”, “orixá mais próximo dos seres humanos porque representa a vontade, o desejo, a sexualidade e a dúvida”. E, na seara de Exu, “todo sentido torna-se o contrário do esperado”. Sarava!

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√ Maria da Conceição Silva Soares: Editora Geral

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